Laura Cabral, instrutora de pilates: 'Para emagrecer, o pilates mais eficaz é o dinâmico: em aparelhos ou no chão, combinando com o uso de halteres para aumentar o trabalho de força'
Publicado em 23 de junho de 2026 às 09:23
A diferença fundamental entre o pilates clássico e o dinâmico está no ritmo e nos acessórios
Laura Cabral, instrutora de pilates: 'Para emagrecer, o pilates mais eficaz é o dinâmico: em aparelhos ou no chão, combinando com o uso de halteres para aumentar o trabalho de força' Exercícios que unem força, equilíbrio e movimento ajudam a transformar o corpo sem sobrecarregar as articulações Você conhece o pilates dinâmico? Depois dos 60 anos, manter a força e a mobilidade pode ser mais simples do que parece. O pilates dinâmico vem conquistando cada vez mais adeptos Corpo mais firme, postura melhor e mais energia: benefícios que vão muito além da estética

O pilates se tornou uma das disciplinas preferidas pelas pessoas com mais de 60 anos, já que permite trabalhar o corpo sem castigar as articulações, ajudando a recuperar a força e a mobilidade. 

Entre os benefícios do pilates, também é preciso destacar que ele melhora a flexibilidade, algo que costuma se limitar com a idade, e faz com que gestos cotidianos como se agachar ou se levantar sejam mais fáceis e seguros.

Além disso, ao trabalhar o equilíbrio e a coordenação, contribui para reduzir o risco de quedas, um dos grandes problemas em idades avançadas, e deixa uma sensação geral de maior controle e estabilidade do corpo. 

Mas há algo mais que explica sua popularidade crescente entre pessoas com mais de 60: ele é adaptável. É praticado no solo, em uma cadeira, em aparelhos, com acessórios ou sem eles. E, além disso, também ajuda a emagrecer. Ainda assim, se quisermos perder peso e tonificar o corpo, não se pode realizar qualquer tipo de pilates.

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O pilates dinâmico: mais exigente e eficaz para emagrecer

Laura Cabral, instrutora e professora na Corpora Pilates, explicou em seu site que "Para emagrecer, o pilates mais eficaz é o dinâmico: seja em aparelhos ou no solo, adicionando algum peso que aumente o trabalho de cardio mais força". 

Uma declaração que vale a pena sublinhar, porque quebra a ideia de que o pilates é apenas uma disciplina suave e contemplativa. Pode ser. Mas não tem que ser assim.

O pilates dinâmico é uma evolução do método clássico que Joseph Pilates desenvolveu no início do século XX. A diferença fundamental está no ritmo e nos acessórios. Em uma aula dinâmica, os exercícios são encadeados quase sem descanso, o corpo trabalha continuamente e são incorporados elementos que não fazem parte do pilates tradicional: halteres, faixas elásticas, bolas bosu e pesos leves. 

Esse extra de resistência é o que transforma a sessão em um treino simultâneo de força e cardio, mantendo em todos os momentos o controle corporal e a consciência postural que caracterizam o método.

O resultado prático é significativo. Uma sessão de pilates dinâmico de 45 a 60 minutos pode queimar entre 200 e 300 calorias, e mais se a intensidade se aproximar do limite do praticante. Mas o benefício metabólico não termina ao sair do estúdio: ao trabalhar a musculatura de dentro para fora, o metabolismo continua ativo horas depois de ter terminado o treino.

Por que funciona especialmente bem a partir dos 60

Nesta idade, o principal inimigo do peso não é a falta de vontade, mas sim a perda de massa muscular. A sarcopenia, essa redução progressiva de músculo associada ao envelhecimento, desacelera o metabolismo e dificulta a queima de gordura, mesmo em pessoas ativas. 

O pilates dinâmico ataca esse problema diretamente: ao combinar força com cardio, não apenas gasta energia durante a sessão, mas também constrói músculo ativo que acelera o metabolismo em repouso.

Cabral aponta ainda que "a primeira coisa que uma pessoa nota é que consegue se mover com maior amplitude de movimento e começa a tonificar os músculos profundos e posturais". Isso se traduz em mudanças visíveis antes do esperado: ombros mais abertos, abdômen mais firme, quadris com mais controle. A silhueta muda. E, com ela, a forma como o corpo se move no dia a dia.

Há outro fator que frequentemente é subestimado: a postura. "A má postura encolhe e a boa postura alonga", resume a instrutora. A partir dos 60 anos, trabalhar a musculatura postural não é apenas uma questão estética: é o que permite continuar se movendo com autonomia, sem dor nas costas e com uma figura que projeta energia. 

O pilates, tanto em aparelhos quanto no solo, trabalha exatamente essa zona desde o primeiro dia.

Além disso, o pilates também melhora a circulação sanguínea e linfática, o que se traduz em uma redução da retenção de líquidos e daquela sensação de inchaço e peso corporal.

 "Trabalha a musculatura postural e facilita tanto a circulação sanguínea quanto a linfática, diminuindo a retenção e trazendo sensação de leveza", aponta Cabral. Algo especialmente relevante para pessoas na menopausa ou que passam muitas horas sentadas.

Também há um fator que influencia mais do que parece: o estresse. "O pilates tem uma conexão mente-corpo que outros treinos não têm", garante a instrutora. O estresse crônico aumenta a ingestão emocional e dificulta a perda de peso. 

Práticas onde a respiração e a concentração são protagonistas, como o pilates, ajudam a regular o sistema nervoso e a melhorar o humor, o que acaba afetando também a relação com a comida e com o próprio corpo.

Quantas sessões são necessárias para notar resultados

"Duas sessões semanais são o mínimo para avançar, mas o ideal são três", recomenda Cabral. A constância é o fator que mais pesa. Não é à toa que a instrutora resgata uma das frases mais célebres de Joseph Pilates: "Em 10 sessões você notará a diferença, em outras dez os outros notarão e em outras dez seu corpo terá mudado".

Para quem está na menopausa ou está há tempo sem fazer exercícios, Cabral recomenda complementar as sessões com caminhadas rápidas ou bicicleta. Não como substituição, mas como apoio. 

Porque a combinação de força, mobilidade e um pouco de cardio sustentada ao longo do tempo é, em sua experiência, o que produz as mudanças mais duradouras no corpo a partir dos 60 anos.

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