A TV Globo se prepara para viver uma mudança que entrará para a história de seus telejornais. Depois de quase três décadas à frente do Jornal Nacional, o apresentador William Bonner vai se despedir da bancada mais famosa do país. A “passagem de bastão” para César Tralli acontecerá na sexta-feira (31), marcando o fim de uma era e o início de uma nova fase no telejornalismo da emissora.
De acordo com informações confirmadas pela Globo, as trocas de comando acontecerão em dois dias. Na quinta-feira (30), César Tralli fará sua despedida emocionada do Jornal Hoje, enquanto Roberto Kovalick assume o posto. No mesmo dia, Tiago Scheuer tomará o lugar de Kovalick no Hora 1, completando uma verdadeira dança das cadeiras no jornalismo da emissora.
Em comunicado à imprensa, a emissora explicou a programação especial:
“Nesta quinta e sexta-feira, dias 30 e 31 de outubro, acontecem as passagens de bastão para os novos âncoras dos telejornais Hora 1, Jornal Hoje e Jornal Nacional, marcando o início da nova fase já anunciada pela Globo. Os novos apresentadores serão recebidos ao vivo no estúdio dos telejornais, ao final de cada edição”, disse o texto.
Na prática, o público poderá acompanhar ao vivo as despedidas e boas-vindas de cada apresentador. Na quinta, após o Hora 1, Roberto Kovalick apresentará oficialmente Tiago Scheuer como o novo âncora do matinal. Logo depois, César Tralli se despede do público do Jornal Hoje e passa o comando para Kovalick, que assume o noticiário já na sexta-feira.
O momento mais aguardado será na noite de sexta, quando William Bonner e Renata Vasconcellos vão receber César Tralli no estúdio do Jornal Nacional. Segundo o comunicado, “ao lado de Renata, Tralli assume o comando do JN a partir de segunda-feira, 3 de novembro”.
A saída de William Bonner do Jornal Nacional vinha sendo planejada há pelo menos cinco anos. Segundo o Notícias da TV, o jornalista decidiu deixar a bancada por um motivo pessoal: ter mais tempo para a família e para atividades fora da televisão.
Além disso, a crescente polarização política no país também pesou em sua decisão. Bonner passou a ser hostilizado publicamente nos últimos anos, reflexo da imagem de “porta-voz” dos valores editoriais da Globo.
Em conversa com a imprensa, o apresentador explicou:
“Foram cinco anos desde a minha primeira conversa com a direção do jornalismo sobre o desejo de reduzir a carga horária e as responsabilidades exigidas pela chefia e pela apresentação do JN.”
Ele acrescentou ainda:
“Precisamos superar a fase crítica da pandemia, arquitetar sucessões e preparar sucessores até a data do anúncio das novidades. E, finalmente, podemos todos conversar sobre essas conquistas e movimentos sem reserva.”
Com a chegada de César Tralli ao Jornal Nacional, a Globo aposta em uma renovação de imagem e energia para seu principal noticiário. Tralli, conhecido pela elegância e pelo tom sereno, já tem uma longa trajetória no jornalismo da emissora e promete manter o padrão de credibilidade que o público espera.
Enquanto isso, Renata Vasconcellos segue na bancada, agora ao lado do novo colega. Já Bonner, que continuará contratado da emissora, deve se dedicar a projetos pessoais e a uma vida mais tranquila longe do ritmo intenso do noticiário diário.
A transição marca um momento simbólico: o encerramento de um ciclo histórico e o início de outro. E, como toda boa história da televisão brasileira, promete ser acompanhada com emoção por milhões de telespectadores que cresceram ouvindo a tradicional saudação: “Boa noite.”
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