Home
últimas
Famosos Brasileiros
Famosos Internacionais
Famosos na praia
Filhos de famosos
Fotos de famosos
Vídeos
Namoro
Instagram dos famosos
Principais notícias
Todos os temas
Novelas
Novela A Dona do Pedaço
Novela Bom Sucesso
Novela Órfãos da Terra
Malhação - Toda Forma de Amar
As Aventuras de Poliana
Novela Topíssima
Novela Éramos Seis
Resumo de novelas
TV
Domingão do Faustão
The Voice Brasil
Caldeirão do Huck
Mais Você
Encontro com Fátima
Fantástico
Famosos
Bruna Marquezine
Marina Ruy Barbosa
Sasha
Anitta
Grazi Massafera
Ivete Sangalo
Kate Middleton
Meghan Markle
Marilia Mendonça
Gusttavo Lima
Camila Queiroz
Sabrina Sato
Michel Teló
Juliana Paes
Beleza e estilo PB valendo 27/08/19
Cabelo
Make
Moda
Dieta & Saúde
Beleza & Estética
Especial Arezzo valendo

Flexitarianismo: conheça a alimentação vegetariana flexível que não exclui carne

Compartilhe no Facebook
A nutricionista Patricia Davidson e o presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, Ricardo Laurino, explicam melhor o termo e tiram dúvidas sobre restringir a proteína animal

Você já ouviu falar em Flexitarianismo? Se não, a nutricionista Patricia Davidson te ajuda a entender melhor. Em entrevista ao Purepeople, ela explica sobre esse tipo de dieta - fusão entre as palavras vegetariano e flexível, que não é tão radical nas restrições do cardápio: "É uma alimentação predominantemente vegetariana, porém mais flexível, onde o consumo de peixes e carnes ocorre de maneira eventual, conforme a vontade própria." Ricardo Laurino, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), afirma que ainda existe certo preconceito com os adeptos dessa tendência nutricional: "Criticam por achar que essas pessoas, com conhecimento, deveriam assumir a postura e não consumir nada."

'Dieta vegetariana em até 80% do tempo'

Sem ter uma quantidade de proteína estipulada, o flexitarianismo é baseado numa alimentação equilibrada. "De maneira geral, as pessoas flexitarianas consomem uma dieta vegetariana em até 80% do tempo, mas precisam ser orientadas por um nutricionista porque o aporte de proteínas e vitamina B12, por exemplo, precisa ser suprido de maneira individualizada, através de alimentos específicos", explica Patrícia. Dietas que restringem produtos de origem animal como o Fast Mimicking estão em alta, assim como as que aderem o jejum intermitente. Ela afirma que uma alimentação sem exageros e equilibrada pode ser a melhor opção, como neste caso: "Maior consumo de vegetais e frutas, o consumo consciente de carnes e peixes, reduzindo de forma importante o impacto ambiental e, ainda, por ser uma dieta mais flexível, há uma melhor socialização pela ausência de alimentos proibidos."

'O consumo de vegetais vem crescendo devido à maior consciência ambiental'

A preocupação com o processo de produção e os impactos que a natureza sofre são algumas das justificativas para a procura por uma alimentação mais natural, acredita a nutricionista: "O consumo de vegetais vem crescendo, principalmente devido à maior consciência ambiental da população. Hoje em dia, a informação está mais facilmente disponível, o que faz com que muitas pessoas tenham mais informações sobre a produtividade dos alimentos e criação dos animais." Apesar das críticas por parte de alguns, Laurino acrescenta que muitos vegetarianos aprovam essa tendência: "Acham interessante porque é um grupo de pessoas que, normalmente, se alimentaria de forma corriqueira do modo tradicional e que assumem uma postura de começar a reduzir. O flexitariano acaba impulsionando o mercado de produtos de origem vegetal e é uma constatação de que o movimento está crescendo."

'Carne em excesso leva ao acúmulo de toxinas, gordura corporal e disfunções orgânicas '

Quando ingerida em grandes quantidades, mesmo contendo nutrientes essenciais, a proteína animal pode ser prejudicial ao organismo. "A porção é individualizada e varia de acordo com as necessidades de cada um, pois, em excesso, favorece o maior acúmulo de toxinas, gordura corporal e disfunções orgânicas como cansaço constante, dores articulares, osteoporose, gota e cálculos renais", afirma Patricia. Apesar disso, a carne é fonte de muitos benefícios difíceis de serem substituídos. "São fontes de aminoácidos essenciais ao funcionamento adequado do nosso organismo. Além disso, são ótimas fontes de B12, vitamina responsável pela divisão e renovação das células sanguíneas, proteção e regeneração das células nervosas e ainda, no processo de destoxificação do organismo".

Alimentação sem proteína animal: 'A substituição precisa ser assistida por um profissional'

É possível manter uma alimentação com os benefícios da carne em outros alimentos e, inclusive, com muitas vantagens. "De modo geral, as leguminosas, como grão de bico, lentilhas e feijões possuem um bom teor de proteínas, mas a substituição precisa ser assistida ", reforça a nutricionista. "A alimentação predominantemente vegetariana melhora o metabolismo e, além disso, a dieta rica em frutas, grãos, legumes e fibras, melhora o funcionamento do intestino, diminui o risco de doenças cardiovasculares e câncer." Patricia alerta sobre o risco de deficiência de alguns nutrientes essenciais no caso da restrição da proteína animal sem uma substituição: "O zinco é um mineral essencial para diversas funções biológicas no nosso organismo, como na imunidade, fertilidade de homens e mulheres, funcionamento adequado da tireoide e processo de detoxificação."

'70% das doenças modernas se desenvolvem em ambientes de produção dos produtos de origem animal'

Os impactos ambientais gerados pela pecuária e por outros produtos provenientes dos animais estão se mostrando cada vez mais graves a cada pesquisa realizada. "Não existe nada que tenha o impacto mais benéfico para o meio ambiente do que deixar de comer carne e produtos de origem animal", atesta Ricardo Laurino. A extinção de espécies, o consumo desenfreado de água e grãos, e as condições de criação desses animais são algumas das preocupações que documentários, estudos, reportagens e sociedades como a SVB tentam mostrar. "O consumo de água da pecuária é o maior em relação a qualquer outro setor e estima-se que um pouco mais da metade da água gasta no mundo vai pro setor pecuário. De 70 a 80% da produção de grãos como soja e milho são usados para ração animal. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), dois terços dos biomas em risco estão diretamente pressionados pela pecuária e produção de produtos de origem animal. Além disso, 70% das doenças modernas se desenvolvem nesses ambientes de produção de produtos de origem animal."

(Por Fernanda Casagrande)

Acompanhe também as últimas notícias dos famosos pelo nosso Facebook.